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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Audiência Pública sobre assédio moral em Betim tem participação da CDH/OAB-MG

O advogado Wagner Dias Ferreira representou a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (CDH - OAB/MG) na Audiência Pública que debateu ameaças à Previdência Municipal e possíveis violações de direitos humanos dos servidores efetivos de Betim, que fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela foi realizada nesta quarta-feira (3/8), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Fotógrafo: Ricardo Barbosa
Fotógrafo: Ricardo Barbosa
Fotógrafo: Ricardo Barbosa







A realização da audiência foi definida após um grupo de servidores efetivos do Instituto de Previdência Social do Município de Betim (Ipremb) - autarquia do governo municipal-, apresentar à presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, deputada estadual Andréia de Jesus (PT), uma série de denúncias de perseguição, assédio moral, tortura psicológica contra servidores efetivos de Betim, além da gestão temerária desenvolvida no Ipremb. Esses servidores também contam com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG.

Pela Comissão de Direitos Humanos da ALMG, participaram as deputadas Andréia de Jesus/PT (presidente) e Beatriz Cerqueira/PT, substituindo o deputado Marquinho Lemos/ PT.
 
Fotógrafo: Ricardo Barbosa
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Representantes dos servidores públicos efetivos da administração municipal, educação e saúde, além de aposentados do município apresentaram as fragilidades e também assédio moral em cada área.

Fotógrafo: Ricardo Barbosa
 
Wagner Dias Ferreira, que é vice-presidente da CDH - OAB/MG, explicou que os servidores que estão lidando com o problema são acolhidos pela comissão, pois "não têm uma representação sindical oficial e encontraram na CDH-OAB/MG a instituição, pessoa jurídica, que pudesse abrir voz em nome deles".  

"É preciso destacar que, em um primeiro momento, a presidente da CDH - OAB/MG, Cristina Paiva de Matos Gomes, deslocou-se até Betim para receber os seis servidores que remanescem das denúncias originais", explicou Ferreira

"Essas lutas não podem ser travadas isoladamente, porque inclusive essa é uma característica da tortura. No fim, o torturado entende que talvez também tenha culpa. É preciso estar ao lado dessas pessoas, ombro a ombro para que ninguém caia", afirmou. E esclareceu que a "CDH - OAB/MG continuará com esses servidores para que eles tenham a construção de oportunidades como a audiência pública para levantar a voz e encontrar solidariedade e para saber que essa tortura vai cessar e o torturador será punido".

Ferreira alertou que também precisa ser enfrentada a dificuldade de se obter apoio em outros órgãos para lidar com o assunto, uma vez que as denúncias são tratadas de forma lenta.

O assédio moral contra os servidores do Ipremb está sendo apurado no inquérito civil MPMG 0027.21.000391-2. E, no Tribunal de Contas de Minas Gerais, a denúncia realizada pelos servidores sobre possíveis irregularidades encontradas no Instituto inaugurou o processo nº 1.101.597. O conselheiro corregedor do TCE/MG, Durval Ângelo, foi informado que os servidores do Ipremb estavam sofrendo represálias devido à referida denúncia.

Algumas perseguições começaram depois que concursados do Ipremb denunciaram possíveis violações da legalidade na administração da previdência dos servidores de Betim. Tais denúncias tornaram-se, inclusive, Inquéritos Civis e Ação Civil Pública no Ministério Público de Minas Gerais e processo no TCE/MG. Elas também foram identificadas em auditoria direta no Ipremb realizada, pelo hoje, Ministério do Trabalho e Previdência Social e concluída em 2021.

Autarquia – O Ipremb é o regime próprio de previdência social (RPPS) de Betim. Uma autarquia municipal, portanto, autônoma para cuidar do sistema de previdência específico dos servidores concursados da Prefeitura de Betim e assegura os benefícios de aposentadoria e pensão por morte aos titulares de cargo efetivo e seus beneficiários.

Denúncia – Dentre os assuntos dessa denúncia, que foi encaminhada ao MPMG, TCE/MG e ao Ministério da Previdência, cita o acúmulo das funções de procurador geral do município e de presidente do Ipremb. Há diversos indícios de que as duas funções são incompatíveis, como o fato de o procurador geral defender os interesses jurídicos do município que, muitas vezes, são contrários aos do Ipremb. Um exemplo disso é o município ter a responsabilidade do pagamento de contribuições previdenciárias patronais ao RPPS municipal e, caso não haja esse repasse, cabe ao Instituto cobrar do Município. Este acúmulo transformou-se em Ação Civil Pública Nº 500342072.2021.8.13.0027, que, ao contrário da informação divulgada nas redes sociais, ainda está em andamento no Ministério Público de Minas Gerais, com audiência agendada para o dia 25 de outubro.

Ainda foi apresentada a gestão temerária do atual presidente do Ipremb, com indícios de que sua nomeação para o cargo de presidente do Ipremb não fora para defender os interesses do Instituto, mas sim para defender interesses do Executivo Municipal.

Excesso de cargos de confiança – Foram criados cargos em comissão e chefias de livre nomeação desproporcionalmente com o número de servidores efetivos do Ipremb, por meio da Lei 6.666/2020, publicada logo após a nomeação do Procurador Geral do Município para o cargo de presidente do Ipremb.

Esta Lei, de forma arbitrária, criou diversos cargos em comissão e funções de confiança para o Ipremb, incluindo o cargo de presidente. Hoje, o Ipremb totaliza 17 cargos comissionados/funções gratificadas e conta com 22 efetivos, sendo que seis foram cedidos para outros órgãos públicos e não atuam no instituto e outros seis ocupam cargos comissionados/funções gratificadas. Além disso, no ano passado, iniciou-se o processo para contratação de uma Organização Social para gerir o Ipremb, responsável, inclusive, por contratar pessoal. Atualmente, há mais terceirizados do que concursados trabalhando no Instituto e parece que essa situação irá permanecer, pois não há perspectiva de realização de concurso público.

Imposição de home office – Efetivamente, sem cargo de confiança da presidência, são dez concursados atuando no Ipremb, sendo que nove deles estão obrigados ao teletrabalho/home office e impedidos, pela Portaria nº 324/2022, de trabalhar presencialmente e encarregados de irem ao Ipremb somente no dia e horário estabelecidos pela chefia imediata apenas para realizar a retirada e entrega das tarefas semanais. E os atendimentos presenciais são realizados de forma reduzida, o que dificulta o acesso dos servidores aos seus benefícios e impede a realização de projetos psicossociais para aposentados e pensionistas. Em caso de descumprimento da Portaria, os servidores podem responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Na denúncia, consta ainda a troca sucessiva de cargos em comissão e de chefias. Essa alta rotatividade fez com que houvesse mais de 30 trocas de titulares de cargos comissionados em um período de pouco menos de um ano, o que configura comprometimento ao bom andamento do serviço público.

Também foi denunciada a falta de transparência e a de emissão de informações necessárias aos órgãos de controle externo e interno, além do aumento considerável do número de processos judiciais após a gestão do novo presidente.

Outros assuntos abordados são os programas de incentivo à aposentadoria e demissão voluntária promovidos pela prefeitura de Betim e, em contrapartida, não realizaram novos concursos públicos para repor essa mão de obra. Ao contrário, nas áreas de saúde, educação, previdência e agora também na cultura e obras públicas as vagas deixadas por servidores que se aposentam ou pedem exoneração estão sendo ocupadas por contratos temporários com pessoas inexperientes e contratadas apenas com análise de currículo ou, simplesmente por indicação política, promovendo uma verdadeira terceirização (privatização) dos serviços públicos de Betim. Em relação ao Ipremb, este assunto transformou-se no inquérito civil (IC) do MPMG nº 027.22.000070-0.

Reflexos nas políticas públicas – Essa terceirização reflete na queda da qualidade dos serviços prestados à população e prejudica o desenvolvimento e implementação das políticas públicas. Não é garantido, portanto, o bem-estar dos cidadãos betinenses, impedindo a eles acesso à prestação de serviços adequada na educação (escolas) e na saúde (hospitais, postos de saúde) por exemplo.

Além disso, esses fatos denunciados prejudicam o equilíbrio financeiro e atuarial do instituto betinense, por não garantirem que as receitas previdenciárias cubram o pagamento das aposentadorias e pensões futuras.

Adoecimento – Necessário destacar, ainda, que os servidores que exigem o fortalecimento e integridade do Ipremb estão sendo isolados e até impedidos de trabalhar. São obrigados ao home office, sendo bloqueado todo acesso aos sistemas de informação do Instituto e até mesmo retirada a demanda de serviço. Em substituição, foram contratados terceirizados sem experiência nem treinamento nas áreas específicas em que atuarão dentro do Instituto.

Além disso, foram promovidos vários Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra alguns concursados do Ipremb, sem nenhum fundamento nem sindicância, baseados apenas em denúncias anônimas, mas que podem culminar com a punição de demissão.

Com toda essa perseguição promovida contra os servidores que continuam na luta pela efetividade e qualidade do serviço público prestado para a população de Betim, os mesmos estão adoecidos. Comprovadamente, todos têm sintomas emocionais e/ou físicos, como crises de hipertensão, depressão, ansiedade, fazendo uso de remédios controlados e tratamentos com psiquiatras e psicólogos.

Todas essas questões foram levadas, também, pela CDH-OAB/MG ao Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho.   

sábado, 16 de junho de 2018

Audiência pública da ALMG debate violência policial em territórios periféricos de B H

Transcrevo, do site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, informações e matéria sobre minha participação, representando a Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG, para discutir a atuação da polícia militar em bairros periféricos da capital mineira. 


COMISSÕES
COMISSÃO PERMANENTE
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Presentes na Audiência Pública

Deputado Cristiano Silveira (Presidente) / PT
Comissão de Direitos Humanos
Mônica Aguiar
Coordenadora-Geral do Centro de Referência da Cultura Negra
Júnia Roman Carvalho (representando Aylton Rodrigues Magalhães)
defensora pública - Defensoria Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais - Defensoria Pública de Minas Gerais
Anderson Fabricio dos Santos
rapper, ativista de Hip Hop - Fundação Helena Antipoff
Ten. Cel. PM Fábio Oliveira de Almeida (representando Cel. PM Helbert Figueiró de Lourdes)
comandante do 22ºBPM
Áurea Carolina
Vereadora - Câmara Municipal de Belo HorizonteCientista Social
José Francisco da Silva (representando Gabriel dos Santos Rocha)
Subsecretário - Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania
Matheus Cobucci Salles (representando João Octacílio Silva Neto)
Delegado Coordenador de Operações da Superintendência de Investigações e Polícia Judiciária - Polícia Civil
Wagner Dias Ferreira (representando William Santos)
Membro - Comissão de Direitos Humanos - Ordem dos Advogados do Brasil Seção Minas Gerais
Gilberto da Silva Pereira
presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-MG - Ordem dos Advogados do Brasil / Seção MG - OAB/MG

PARTICIPAÇÃO ENCERRADA


PAUTA DA REUNIÃO
RESULTADO DA REUNIÃO
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RESULTADO DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA - AUDIÊNCIA PÚBLICA

Quarta-feira 13 Junho 2018, 09:30

Local: Auditório (Tel: 21087657)
Presentes (Comissão de Direitos Humanos):
Dep. Cristiano Silveira / PT (Presidente)

Assessor: Ana Cristina Erthal Rodrigues (Tel: 21087129)
Consultor: Harmonia Silva Nicolino (Tel: 21087697)
Gerente de Eventos: Nísia Furtado Silva Defeo (Tel: 21087163)
Apoio ao evento: Thomás Souza de Resende (Tel: 21083518)


Finalidade da reunião: receber, discutir e votar proposições da comissão e realizar audiência pública.
1ª PARTE (EXPEDIENTE)

Leitura e aprovação da ata;
Leitura da correspondência e da matéria recebida;
Designação de relator;

2ª PARTE (ORDEM DO DIA)
3ª PARTE


1ª FASE: AUDIÊNCIA PÚBLICA

Finalidade da audiência: Debater a violência policial em territórios periféricos da cidade de Belo Horizonte.

Autor do(s) requerimento(s):
Dep. Cristiano Silveira

Presentes na Audiência Pública


2ª FASE: RECEBIMENTO E VOTAÇÃO DE REQUERIMENTOS


Requerimento de Comissão 12.247, de 2018

Requer seja realizada visita da Comissão de Direitos Humanos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para avaliar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Autor: Deputado Cristiano Silveira
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.246, de 2018

Requer seja encaminhado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, por meio da Subsecretaria da Juventude, pedido de providências com vistas à mediação da atuação da Polícia Militar na abordagem a jovens que promovem atividades culturais na região do Barreiro, em Belo Horizonte, a exemplo daquelas desenvolvidas na pista de "skate", diante das denúncias recebidas na 6ª Reunião Ordinária da Comissão de Direitos Humanos, em 13/6/2018.Autor: Deputado Cristiano Silveira
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.245, de 2018

Requer seja encaminado à Ouvidoria-Geral de Polícia Militar do Estado de Minas Gerais pedido de providêncais com vistas à apuração de denúncias de arbitrariedades e excessos cometidos por integrantes da Polícia Militar na abordagem a jovens que promovem atividades culturais na região do Barreiro em Belo Horizonte, apresentadas na 6ª Reunião Ordinária da Comissão de Direitos Humanos, em 13/6/2018.Autor: Deputado Cristiano Silveira
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.244, de 2018

Requere seja encaminhado ao Comando-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais pedido de providências com vistas à revisão dos protocolos de abordagem policial a jovens, principalmente negros e pobres, diante das denúncias recebidas na 6ª Reunião Ordinária da Comissão de Direitos Humanos, em 13/6/2018.Autor: Deputado Cristiano Silveira
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.243, de 2018

Requer seja encaminhado à Prefeitura de Belo Horizonte pedido de providêncais com vistas à reversão da decisão de indeferimento do alvará de funcionamento requerido pelo Espaço Cultural Viaduto das Artes, situado na Avenida Olinto Mendes, nº 45, Bairro Barreiro, exarada em 8/6/2018.Autor: Deputado Cristiano Silveira
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.242, de 2018

Requer seja encaminhado pedido de providências à juíza de direito da 12ª Vara Federal de Curitiba, para que seja autorizada a visita do deputado Paulo Guedes à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, para avaliar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Autor: Deputado Paulo Guedes
Resultado: Aprovada a proposição



Requerimento de Comissão 12.235, de 2018

Requer seja realizada audiência pública da Comissão de Direitos Humanos para debater a conclusão dos inquéritos requeridos pelo promotor de justiça André Luis Garcia de Pinho contra o jornalista Marco Aurélio Flores Carone, criador do "site" jornalístico NovoJornal.Autor: Deputado Rogério Correia
Resultado: Aprovada a proposição



NOTÍCIAS
13/06/2018 16h23
Preconceito é apontado como base de violência policial
Atuação da PM em bairros periféricos pauta discussão em audiência na ALMG sobre o racismo institucionalizado no Brasil.
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Álbum de fotosO presidente da comissão prometeu dar encaminhamento às denúncias apresentadas durante a audiência - Foto: Guilherme Bergamini

O consenso entre os participantes da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada nesta quarta-feira (13/6/18), é de que jovens, negros e moradores de territórios periféricos continuam sendo as maiores vítimas da violência policial no Brasil.

De acordo com participantes da reunião, movimentos e manifestações culturais como bailes funk, hip-hop, batalhas de DJs e outros eventos afins, com participação popular nesses territórios, têm sido reprimidos por puro preconceito.

A vereadora Áurea Carolina (Psol), presente à reunião, chamou isso de “filtragem racial”. “O afrodescendente é sempre o primeiro suspeito”, afirmou a vereadora, que também é presidenta da Comissão Especial sobre o genocídio da população negra e periférica da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

A coordenadora-geral do Centro de Referência da Cultura Negra, Mônica Aguiar, deu um depoimento emocionado sobre a violência sofrida recentemente por sua família. “Diz-se que jovem negro parado é suspeito; se correr, é bandido. Mas temos que entender que esse jovem corre, muitas vezes, porque tem medo da polícia”, argumentou.

Genocídio - Gilberto da Silva Pereira, da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmou que todas as discussões sobre violência nas periferias acabam sempre voltando para a questão do genocídio da população negra. “A criminalização do negro existe desde a colonização do Brasil, precisamos desconstruir isso”, disse.

Comissão recebe denúncias de abusos policiais em shows na periferia

Gilberto lembou que, no passado recente, até os praticantes de capoeira eram presos indiscriminadamente nas ruas.

O presidente da comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), lembrou dados estatísticos que mostram que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo; mas também é a que mais morre em serviço.

Ele também enfatizou que a maioria das vítimas da violência policial são os jovens negros e pobres. “Não podemos ser generalistas, mas esses dados têm que nos mostrar alguma coisa”, disse ele, provocando o debate.

O deputado Rogério Correia afirmou que o agravamento da recessão econômica também aumenta a tensão social, contribuindo para a perda de direitos dos mais pobres, em todas as áreas.

“Nesse contexto, há uma minoria barulhenta que defende que bandido bom é bandido morto, os mesmos que defendem uso de força pra dispersar movimento de professoras do ensino infantil, por exemplo”, citou o deputado.

Polícia Militar afirma que todas as denúncias de desvios de conduta são apuradas

O PM Fábio disse que a formação dos militares inclui noções de direitos humanos - Foto: Guilherme Bergamini

O tenente-coronel da Polícia Militar, Fábio Oliveira de Almeida, pediu aos participantes da audiência que a corporação não seja condenada pelo desvio de conduta de alguns de seus integrantes. Ele afirmou que todas as denúncias de abusos e truculência de policiais são rigorosamente apurados. Segundo o coronel, este ano já foram recebidas 590 denúncias.

Na opinião do coronel, é preciso analisar quem é o policial militar de hoje. Segundo ele, a maioria dos militares também é oriunda da periferia, jovens que vêem na Polícia uma instituição democrática, onde há oportunidade de ascensão na carreira e que pode lhes dar uma melhor condição de vida.

"Eles também são o retrato da nossa sociedade, daí que temos, infelizmente, alguns casos de desvios, mas todos são devidamente apurados”, afirmou.

O coronel destacou, no entanto, que a formação dos militares já contempla noções de direitos humanos, de polícia comunitária e polícia cidadã. Ele disse que a orientação da corporação é sempre pelo diálogo, para evitar conflitos desnecessários.

Ainda citou projetos sociais importantes da Polícia Militar e afirmou que a parceria com a comunidade tem contribuído para diminuir os índices de criminalidade, a exemplo do que ocorre no Alto Vera Cruz e no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

Medo de represália impediria muitas denúncias

Um dos participantes da audiência, o morador do Morro do Papagaio, também em BH, Adriano Santos, denunciou à comissão o fato ocorrido no último dia 4 de abril, por volta das 16 horas, durante intervenção da PM em um dos becos da comunidade, quando foi morto um de seus filhos.

Baseado em relatos de testemunhas, Adriano Santos afirmou que, após a abordagem de um grupo de moradores, já com todos rendidos pela polícia, um outro policial teria atirado em seu filho, pelas costas, atingindo-o na nuca. Os policiais teriam deixado o jovem no chão, sem nenhum socorro, por várias horas. Ele faleceu ao dar entrada no pronto-socorro, por volta da meia-noite.

Na ocorrência policial, teria sido mencionada troca de tiros, mas, segundo o morador, não havia outra arma no local a não ser a do PM que atirou em seu filho. “Até hoje nada foi apurado, nada feito até hoje. Não falei antes por medo de represálias, mas agora isso não me importa mais”, concluiu Adriano Santos, emocionado.

O deputado Cristiano Silveira prometeu acompanhar de perto o desdobramento desse caso e de outros relatados durante audiência, da qual também participaram organizadores de bailes funk, de eventos na pista de skate do Barreiro, entre outros.

Consulte o resultado da reunião.



Tópicos:
Direitos Humanos, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Criança e Adolescente, Negros, Índios, Povos e Comunidades Tradicionais



SALA DE IMPRENSA

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COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS - DEBATE SOBRE A VIOLÊNCIA POLICIAL NA PERIFERIA DE BELO HORIZONTE

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Data: 13/06/2018

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Álbum: Comissão de Direitos Humanos - debate sobre a violência policial na periferia de Belo Horizonte

Descrição: Comissão de Direitos Humanos debate a violência policial em territórios periféricos da cidade de Belo Horizonte.

Local: Auditório - Palácio da Inconfidência - ALMG - Rua Rodrigues Caldas, nº 30 - Bairro Santo Agostinho - Belo Horizonte

Pessoas: Wagner Dias Ferreira (membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Minas Gerais)

Origem: ALMG

Dimensão: 640x1001

Fotógrafo: Guilherme Bergamini


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Artigo UNIDADE HUMANITÁRIA na imprensa

Neste mês, abordei o tema das manifestações. Participei de audiências públicas na Assembleia Legislativa para tratar do assunto, quando um deputado estadual foi agredido com spray de pimenta por policiais militares, no dia 21 de abril, quando tentava adentrar à praça Tiradentes acompanhado de sindicalistas do segmento policial para manifestarem contra o parcelamento de salários. Enfatizei a importância da luta sindical ser colocada em um contexto maior, unida a outras lutas sociais. Onde os sindicalistas policiais deveriam ficar com outros sindicalistas que os policiais já reprimiram com força, spray de pimenta e gás lacrimogênio. 

A ausência de uma fraternidade entre as mobilizações sindicais faz com que percam força induzindo o conteúdo que ressoam a emergir isolados. Como pareceu nas mídias sociais e na mídia televisiva o evento envolvendo o deputado estadual vitimado por spray de pimenta.

Artigo na íntegra:

UNIDADE HUMANITÁRIA
*Wagner Dias Ferreira

Um deputado estadual foi agredido com spray de pimenta por policiais militares no 21 de abril, quando adentrava à praça Tiradentes acompanhado de sindicalistas policiais para manifestarem contra o parcelamento de salários. Ao falar em audiências públicas da Assembleia Legislativa sobre o assunto, enfatizei a importância da luta sindical ser colocada em um contexto maior, unida a outras lutas sociais: sindicalistas policiais deveriam ficar com outros sindicalistas que os policiais já reprimiram com força, spray de pimenta e gás lacrimogênio.

O Brasil, desde o início do século 20, presencia a força de manifestações. Em semelhança àquelas de 1917 onde movimentos de trabalhadores de orientação anarquista que aportaram no Brasil com a chegada de imigrantes europeus para substituir a mão de obra escrava adquiriram visibilidade. Depois movimentos de orientação comunista mostraram resistência à ditadura de Vargas. Fase em que o movimento sindical para ser acalmado foi cooptado, o que se chamou de “peleguismo”. Momento em que surgiu a CLT, agora combatida para levar trabalhadores de volta ao mais próximo da escravidão.

Na ditadura ocorreram eventos, fruto de segmentos populares de resistência pela luta armada, que sofreram forte repressão policial e tempos depois o movimento da anistia, também reprimido. Estas mobilizações promoveram conquistas importantes e fizeram registros históricos dos quais até hoje colhemos frutos. Seguida pela mobilização que proporcionou grande participação na elaboração constitucional com contribuições populares, que levaram a uma Constituição plural. Com a ressalva que após a promulgação da Carta Magna ela já foi atacada por emendas que com o argumento do aperfeiçoamento modificaram o que era a vontade popular.

Recentemente, as mobilizações que têm ido para a rua, dispersas, radiais (apontam em direções diversas - gente querendo democracia, outros a volta de militares ao poder ditatorial) têm produzido ambiente político caótico. De forma que não emerge a direção para a qual todos caminhem. Uma porque os personagens políticos são incapazes de exercer liderança a apontar direções e duas porque os manifestantes não se vêem representados nos políticos, tanto que não aceitam bandeiras de partidos nas manifestações.
Assim, a ausência de uma fraternidade entre as mobilizações sindicais faz com que percam força e emergem isoladas. Como pareceu na mídia o evento envolvendo o deputado vitimado por spray de pimenta. Este isolamento torna visível o risco de negar a construção histórica dos movimentos unificados e de não alcançar vitórias e conquistas.

Por isso a importância das entidades de classe de policiais dialogarem com professores, servidores da saúde, sindicatos de trabalhadores da iniciativa privada de modo que ao levantar a voz e serem resistidos pela força pública sejam irmanados com segmentos para que não corram o risco de dispersão.


*Advogado e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG
Clic Folha (Passos):

Jornal da Manhã (Uberaba):
Informe Jurídico:

terça-feira, 31 de maio de 2016

Representei a OAB/MG em audiência pública na Assembleia Legislativa para esclarecer sobre o deslocamento de grande parte do efetivo da Polícia Militar para Ouro Preto em 21/4/2016

Matéria do site da Assembleia Legislativa sobre a audiência pública em que representei o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG. Objetivo foi esclarecer sobre o deslocamento de grande parte do efetivo da Polícia Militar para Ouro Preto em 21/4/2016, e sobre a forma de atuação dos policiais militares no evento realizado nesse município, os quais infringiram a Constituição da República. No evento, entidades de classe e o deputado Sargento Rodrigues (PDT) teriam sido recebidos com truculência, impedidos de acessar o local e até atacados com gás lacrimogênio.

Esta foi a segunda reunião sobre o tema. Uma terceira audiência já foi agendada para o próximo dia 21 de junho.






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NOTÍCIAS 
31/05/2016 14h28 - Atualizado em 31/05/2016 15h56

Gabinete Militar se exime de violência em Ouro Preto

Órgão alega não ter autoridade sobre policiais que teriam agredido deputado e lideranças na Medalha da Inconfidência.



Álbum de fotosEsta foi a segunda reunião sobre o tema e contou com a presença de alguns envolvidos no caso. Uma terceira audiência foi agendada para o dia 21 de junho - Foto: Guilherme Bergamini

O chefe do Gabinete Militar do governador do Estado, o coronel da Polícia Militar (PM) Helbert Figueiró de Lourdes, afirmou que o órgão que dirige é autônomo e desvinculado das polícias, o que significa dizer que não tem autoridade funcional sobre os comandos das forças segurança. A declaração, em tom de justificativa, foi dada nesta terça-feira (31/5/16), em mais uma audiência da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para esclarecer os incidentes ocorridos durante a cerimônia de entrega da Medalha Tirantes em Ouro Preto (Região Central do Estado), no último dia 21 de abril.

Na ocasião, entidades de classe e o presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT), teriam sido recebidos com truculência, impedidos de acessar o local e até atacados com gás lacrimogênio. Por outro lado, membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) teriam tido livre acesso ao evento, na Praça Tiradentes.
Saiba mais
Entidades de classe reforçam denúncias de abuso de poder

A reunião desta terça (31) foi segunda sobre o tema e contou com a presença de alguns envolvidos no caso. Como alguns dos militares convocados não compareceram, Sargento Rodrigues agendou uma terceira audiência para o próximo dia 21 de junho.

Em suas explicações, o chefe do Gabinete Militar lembrou ainda que o deslocamento do efetivo policial para o evento da Medalha Tiradentes foi semelhante ao de anos anteriores, em resposta a questionamento do deputado Sargento Rodrigues. “Em 2014, foram escalados 717 militares; em 2015, um total de 617 e, em 2016, um montante de 626”, disse.

Helbert Figueiró explicou que o MST e a CUT fizeram credenciamento prévio -Foto: Guilherme Bergamini

O oficial afirmou, ainda, que o acesso à praça foi feito pelos membros do MST e CUT por meio de credenciamento prévio. Segundo ele, havia três pontos de controle de acesso e o local onde os representantes de classe foram barrados era apenas o primeiro. “Eram 1940 credenciados para o evento, sendo 364 por meio de pulseiras, como foi o caso destes movimentos sociais”, ressaltou.

O coronel confirmou que houve um contato prévio das entidades de classe barradas para que se desse o direito à livre manifestação, conforme reivindica Sargento Rodrigues. Contudo, segundo o chefe do Gabinete Militar, a competência do gabinete não é definir quem entra, mas, uma vez definido, impedir quem não está autorizado. "Entendo que tenha faltado uma construção melhor desta agenda", concluiu Helbert Figueiró.

Credenciamento não teria sido informado, segundo associações

Representantes das entidades de classe que foram barrados pela Polícia Militar no dia do evento disseram não ter sido procurados em nenhum momento pelo Governo do Estado para que fizessem o credenciamento prévio. Mais do que isso, teriam feito contato e acordado que estariam presentes para se manifestarem contra o parcelamento de salários dos servidores e, mesmo assim, foram repelidos com truculência.

O presidente da Associação dos Praças Policiais Militares e Bombeiros do Estado (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia, relatou que eram cerca de 60 pessoas no grupo e todos sabiam da possibilidade de credenciamento, mas que não foram atendidos pelo cerimonial do Executivo.

Ele também criticou que muitos dos membros do MST e da CUT presentes no evento também não estavam identificados com credenciais. “Isso causou estranhamento. O atual governo até aquela data não havia recebido as entidades de classe e não vem pagando o salário no 5º dia útil. Queríamos apenas demonstrar nossa indignação, não queríamos enfrentar ninguém. A intenção era pacífica”, explicou.

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (AOPMBM), tenente-coronel PM Aílton Cirilo da Silva, reforçou que a orientação era para que todas as entidades de classe fizessem uma manifestação pacífica, deixando claro o repúdio ao parcelamento de salários. De acordo com ele, o comando da PM sabia que eles estariam presentes, mas, ao chegar, foram informados que não teriam acesso por não ter credencial. “Se fôssemos informados, teríamos providenciado. Faltou flexibilização e bom senso”, ponderou.

O presidente do Centro Social de Cabos e Soldados, cabo Álvaro Rodrigues, ressaltou que as entidades de classe foram recebidas pelo Batalhão de Choque e tratados com intolerância, a mando do governo. Assim como os demais, reforçou que o credenciamento não foi informado previamente e que tinham o objetivo de se manifestar democraticamente.

Alexandre Rodrigues disse que conseguiu entrar no evento ao pegar emprestado um boné do MST - Foto: Guilherme Bergamini

Acesso diferenciado – O representante da Associação dos Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar (Ascobom), sargento Alexandre Rodrigues, rechaçou a justificativa do Executivo de que o acesso foi proibido devido à ausência de credenciamento. Segundo ele, ao pegar um boné do MST emprestado, teria conseguido entrar na área do evento sem ser importunado.

“Contesto a acusação de que houve agressão do nosso movimento. Fomos traídos pelo comando, com o qual tínhamos acordado a manifestação. Vou processar todos os policiais que agiram de forma arbitrária na ocasião”, afirmou.

O membro da AOPMBM, coronel Alberto Luiz, ponderou que não há intenção de culpar os soldados e oficiais que estavam cumprindo ordens superiores. O que houve, para ele, foi descumprimento de direitos e falta de sensibilidade.

Por fim, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Wagner Dias Ferreira, pediu que o governo apure os fatos ocorridos. Ele alertou que é preciso sempre estar atento aos riscos de redução de direitos e violação de cláusulas constitucionais.


Parlamentares querem saber de quem foi a ordem para reprimir

Alguns deputados consideraram que as respostas dadas na reunião não foram satisfatórias - Foto: Guilherme Bergamini

O vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado João Leite (PSDB), lamentou a agressão aos membros das associações de classe e ao deputado Sargento Rodrigues, que, segundo ele, representam centenas de milhares de pessoas. Para João Leite, não foi dada pelo Estado uma resposta sobre quem ordenou que o acesso à cerimônia fosse impedido. “Pessoas que defendem uma categoria foram feridas pelos próprios representados. É preciso que o governo nos dê uma reposta adequada quanto a essa violação de direitos”, pediu.

O deputado Gustavo Corrêa (DEM) também avalia que a resposta sobre quem deu o comando para que o parlamentar e as entidades fossem barradas não foi dada. Em sua fala, discordou que o problema tenha sido só a falta de credenciamento. “O acesso foi definido por afinidade com o Governo do Estado. Ao longo da história, o espaço para manifestação sempre foi garantido no evento de 21 de abril, em Ouro Preto”, defendeu.

O deputado Cabo Júlio (PMDB) classificou a situação como "lamentável", uma vez que seriam colegas combatendo colegas. O parlamentar destacou que esse tipo de impedimento sempre aconteceu, mas que, na sua opinião, o mais grave teria sido o tratamento diferenciado dado a outras entidades de classe. “Faltou organização para dar espaço para os manifestantes. Os deputados são fiscais do Poder Executivo, portanto não podem ser barrados nunca”, disse, ao solidarizar-se com o presidente da comissão.

O deputado Sargento Rodrigues apresentou um vídeo sobre o incidente, que comprovaria que membros da CUT e do MST entraram livremente no evento, enquanto ao deputado e aos representantes de classe teria sido proibido o acesso. Para ele, houve violação do direito de ir e vir, que está na Constituição da República. Também lamentou o fato de o comando da PM saber que as entidades de classe iriam ao local e, ainda assim, terem impedido o acesso à praça. “Não tivemos os esclarecimentos devidos. Continuo sem saber de onde veio a ordem”, cobrou.

Contraponto – O líder de Governo na ALMG, deputado Durval Ângelo (PT), questionou a versão do presidente da comissão, ao alegar que o colega teria insuflado e insultado os policiais militares na ocasião. De acordo com ele, em anos anteriores, sempre teria havido orientações de segurança desta natureza e, contudo, nenhum parlamentar teria cometido agressões como esta.

“Em governos passados, a proibição de manifestantes era comum. Os membros do MST e da CUT foram credenciados para participar do evento”, alegou. Durval Ângelo acusou, ainda, o deputado Sargento Rodrigues de sensacionalismo. “Violação maior foi a da regra estabelecida, que reduz a legitimidade dos militares”, finalizou.

Requerimento - Na mesma reunião, foi aprovado requerimento, do deputado Wander Borges (PSB), para a realização de audiência pública sobre o aumento da violência na região de Campo das Vertentes.

Consulte o resultado da reunião.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Audiência Pública na Assembleia Legislativa

Representei o presi-dente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG, William Santos, nesta terça-feira (17/5), em audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O objetivo foi ouvir representantes da PM para prestarem esclarecimentos sobre o deslocamento de grande parte do efetivo da Polícia Militar para Ouro Preto em 21/4/2016, e sobre a forma de atuação dos policiais militares no evento realizado nesse município, os quais infringiram a Constituição da República, especialmente os direitos de ir e vir, de manifestação e de liberdade de expressão e garantias com natureza de cláusulas pétreas, em cumprimento a ordem do governador do Estado. Acesse o resultado da audiência.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Repercussão da Audiência Pública - Anistia fiscal para grupos de teatro - nos veículos de informação da ALMG

Os veículos de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais divulgaram a audiência pública que discutiu a anistia fiscal para grupos de teatro mineiros. O advogado Wagner Dias Ferreira participou representando o Deu Palla Cia de Arte. Confira os links.

A TV Assembleia transmitiu ao vivo a audiência pública

Rádio Assembleia – Entrevista com José Carlos Carluty Ferreira, ex-integrante do Deu Palla e atual membro da Associação Movimento de Teatro de Grupo de Minas Gerais
http://www.almg.gov.br/acompanhe/radio_assembleia/podcasts/index.html?idAudio=794486&cat=70

Rádio Assembleia – Boletim da tarde do dia 30/10
http://www.almg.gov.br/acompanhe/radio_assembleia/podcasts/index.html?idAudio=794485&cat=77

Fotos no site da Assembleia – Audiência Pública - Anistia fiscal para grupos de teatro
http://www.almg.gov.br/sala_imprensa/fotos/index.html?idAlb=5675&albPos=13

Matéria no site da ALMG
http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2013/10/30_cultura_anistia_divida_teatro.html