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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Plantão Jurídico greve geral


Participei nesta sexta-feira (28/4), no PEC/Barro Preto, do plantão pela garantia de manifestação contra as reformas trabalhista e da previdência social. A força tarefa teve representantes das comissões da OAB/MG: de Apoio aos Movimentos Sociais, Direitos Humanos e Igualdade Racial.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Artigo de abril já começa a sair na imprensa

Minha coluna na revista Dom Total deste mês já foi publicada. E o site Informe Jurídico também já o disponi-bilizou. Faço nova abordagem dos Direitos Fundamentais. "O caput, ou cabeçalho, do artigo terceiro da Constituição declara propositivamente: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”. Ou seja além de se constituírem em alvos a serem alcançados ou atingidos com ações concretas eles são fundamentais, têm a mesma relevância de fundamentos, pilares, sobre os quais se deve viver. Qualquer coisa que escape disto constitui um desmoronamento que será doloroso ao país." Leia o artigo na íntegra e confira onde ele já foi publicado: 


O alvo

*Wagner Dias Ferreira

Os múltiplos programas de TV, artigos de jornal, colunistas em rádios de notícias que tratam da necessidade de organização e planejamento, principalmente, aqueles que orientam as pessoas a agirem na vida financeira de modo a realizar todos os seus sonhos, atentos às realidades individuais de cada um são fenômenos que se multiplicam na sociedade contemporânea.

Muitos apresentam suas calculadoras “mágicas” e planos financeiros para todo tipo de situação. Desde o planejamento para um rebento que irá chegar, até para um tempo de estudos no exterior. Hoje em dia, as ciências financeiras permitem que se tenha na data da concepção a íntegra, muito aproximada, daquilo que o casal irá gastar, ou investir, em seu filho até que conclua o seu primeiro ano no primeiro emprego. E também todo o custo de sua vida acadêmica, até que uma boa faculdade o admita como professor.

Isso soa novo. Mas não é. O que se precisa é aplicar a Lei. Já no texto das escrituras sagradas, o apóstolo Paulo registrou uma frase, excelente, onde disse:

“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” E ainda “...prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Observe que o apóstolo Paulo agia em sua conduta religiosa com análise crítica de seu momento presente, reconhecendo onde estava e que meios possuía, em relação a um alvo, um objetivo.

O que os modernos peritos em finanças fazem é ajudar a pessoa a analisar criticamente o momento em que se encontra e os meios que possui para alcançar seus objetivos, mesmo que esses, os modernos objetivos, não sejam tão nobres quanto os do apóstolo Paulo.

O texto da Lei, que por sua própria essência é um objetivo, já que toda Lei apresenta à sociedade e aos indivíduos dessa sociedade o “que deve ser”, também revela alvos a serem alcançados. Assim toda a ação humana na sociedade ou no grupo social deve estar voltado para realizar o “dever ser” contido na legislação, ou na Ordem Jurídica como muitos preferem.

A análise crítica da realidade presente do povo brasileiro pode até ter divergência entre os analistas, mas nenhuma pesquisa ou opinião nega que há pessoas muito pobres e pessoas muito ricas. Que há pessoas com muitos privilégios sociais e políticos e pessoas sem acesso adequado às condições básicas para viver.

A Constituição da República Federativa do Brasil propõe para a enorme diversidade brasileira um alvo, um objetivo. Aliás propõe mais de um alvo ou objetivo, tendo em vista a imensa diversidade que reveste o país, de modo que todas as realidades sejam modificadas nos esforços para concretizações dos alvos propostos pelo texto constitucional.

O caput, ou cabeçalho, do artigo terceiro da Constituição declara propositivamente: “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”. Ou seja além de se constituírem em alvos a serem alcançados ou atingidos com ações concretas eles são fundamentais, ou seja têm a mesma relevância de fundamentos, pilares, sobre os quais se deve viver. Qualquer coisa que escape disto constitui um desmoronamento que será doloroso ao país.

E prossegue o artigo terceiro apresentando quatro grandes alvos a serem alcançados pela sociedade pátria: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Hercúlea a tarefa do povo brasileiro. Mas não inglória. A busca, o ensaio e erro há de se mostrar meritório.

É como disse o apóstolo Paulo, não se julga ter alcançado nenhum desses objetivos, mas é preciso perguntar se em tudo que está se fazendo é na direção deles que se caminha.

É preciso perguntar que liberdade tem uma pessoa que trabalha ganhando salário mínimo, morando em uma favela, com filhos. Não tem a liberdade para escolher onde morar, se divertir, o que comer, onde estudar, nem o que estudar, não tem a liberdade de escolher o atendimento de saúde, um passeio para fazer nas férias, se tiver férias, e se essa pessoa for negra as suas liberdades são diminuídas.

Por isso se pode afirmar que há objetivos a serem alcançados no campo das liberdades e da justiça, que tem um caráter de subjetividade menor. No campo da solidariedade, os exemplos negativos, de total falta de solidariedade povoam os noticiários, aqui se exige mais empenho subjetivo, o alvo está mais distante, quase não é enxergado, mas está posto. Há necessidade de treino, ensaio e erro, para que solidariedade seja cada vez mais incorporada no comportamento humano brasileiro.

Agora valem as palavras do apóstolo: “...prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação...”
  
*Advogado e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG

Estado de Minas: 


Dom Total: 

sábado, 8 de abril de 2017

Estado de Minas publica dois dos meus artigos

Meus artigos escritos para os meses de fevereiro e março foram publicados no jornal Estado de Minas nos dias 4 de abril e 7 de março repectivamente. Os dois na página 7 do impresso. 




Assessoria ao movimento de moradia de Mário Campos

Fotos tiradas pela tesoureira  da entidade, Eliana Maria de Jesus


Esta semana, o advogado Wagner Dias Ferreira teve a alegria de ser contratado pra prestar assessoria ao Movimento de Moradia de Mário Campos, que atualmente está construindo unidades habitacionais em regime autogestionário. No trabalho, o advogado irá revisar o Estatuto da entidade e participar da assembléia de votação do novo texto.

Desde que era estudante, em muitos momentos de seu trabalho, Ferreira assessorou o movimento de moradia atuando em defesa de entidades como a ASCA, ASCAPAZ, UMMP,  E UEMP.

O contrato foi assinado por Ferreira e pelo coordenador geral do movimento, Aguinaldo de Jesus. 


quinta-feira, 30 de março de 2017

Artigo do mês de março na imprensa

Minha coluna mensal na revista Dom Total já está publicada e o jornal Diário do Aço também já disponibilizou meu artigo, que, em março, sobre os fundamentos constitucionais.

Segue o texto na íntegra e os links de onde ele já foi publicado:

A obra
*Wagner Dias Ferreira

Os seres humanos evoluíram e fez parte desta evolução passar a construir suas moradias. No início taipa, depois adobe, tijolos cozidos e contemporaneamente as estruturas de concreto armado. Esta experiência humanitária incutiu no consciente e inconsciente dos homens a compreensão de que uma casa somente é construída com bons fundamentos, ou alicerces, como se diz comumente.

Para que a base seja bem construída é necessário cavar e preencher a abertura com concreto, normalmente elaborado com cimento, pedra, areia e água.  Assim os fundamentos da casa são a escavação, cimento, pedra, areia e água. Isso vai proporcionar na parte superior da construção uma vida regular e comum. Por vezes com alegria.

A Constituição da República, ao falar dos fundamentos da vida dos brasileiros, num Estado democrático de direito, proclama também cinco fundamentos: primeiro a soberania, segundo a cidadania, terceiro a dignidade da pessoa humana, quarto os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, o quinto o pluralismo político.

Assim como a construção de uma moradia levará aos seus moradores problemas se os fundamentos não forem bem edificados, a sociedade brasileira sofre em razão da inobservância dos fundamentos da república.

No plano internacional o Brasil tem se mostrado um país fraco. Para realização da Copa do Mundo sofreu forte influência de uma instituição privada de caráter mundial onde o representante ofendeu o povo brasileiro sem maiores consequências. E o povo brasileiro foi obrigado a arcar com despesas para as quais não estava preparado, basta ver que muitas obras continuam inacabadas, e muitas estruturas utilizadas para os eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas estão hoje em domínio de instituições privadas.
O aspecto da cidadania também não é dos mais motivadores. O déficit de moradias, saúde, saneamento básico e educação no país, legiões de moradores de rua, o extermínio de jovens negros são fatores que mostram estar o exercício de direitos deficitário. Lembrando que a carga tributária do país é pesada e recai fortemente sobre o consumo, atingindo estes cidadãos enfraquecidos diretamente quando adquirem bens essenciais à sobrevivência, como alimentos.

A dignidade da pessoa humana é uma expressão que para ser compreendida traz uma carga de subjetividade grande. Cada um ou cada grupo de pessoas poderia ter uma percepção diferente do que é dignidade humana, o que faz o tema polêmico, permitindo porém a emissão livre de opiniões. Mas a expressão lançada nos fundamentos da república obriga a pensar um mínimo conceitual para a dignidade de todos os corpos humanos que palmilham o território brasileiro. Ter o que comer, ter acesso à água potável, ter onde se abrigar, roupas para vestir, trabalho que dignifica o homem, reconhecimento humano pelo Estado que se traduz no porte de documentos pessoais. Que é a base para o exercício da cidadania.

Os fundamentos dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa reclamam reconhecimento no país tanto do proletariado com direitos sociais reconhecidos e efetivados como do empresariado, com estímulo a empreender. Devendo a correlação de forças entre patrões e empregados ser mediada pelo Estado para evitar abuso do poder econômico.

O pluralismo político permite que cada pessoa ou grupo social pense livremente os modos como o Estado deve se organizar e para onde deve direcionar o exercício da força coercitiva. Ênfase no social ou ênfase no financeiro. O equilíbrio dessas forças e pensamentos é que fará o país se mover.

Há muito para caminhar nos fundamentos do país. Da forma como está hoje não cumpre a Carta Magna, a constituição declara como deve ser e cabe à sociedade caminhar para realizar este dever ser.


*Advogado e Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG

Estado de Minas:

Dom Total: 
Diário do Aço: 

Últimas Notícias: 

Jornal de Uberaba:
Jornal da Manhã:


O Brasil e a Excelência Educacional - Blog de Mauro Lúcio Ibirité:

De acordo com o autor do blog, meu artigo é mais uma importante e oportuna contribuição para o trabalho de Mobilização para a Excelência Educacional que ele desenvolve e, por isso, mereceu integral transcrição

sexta-feira, 17 de março de 2017

Reunião entre comissões de Direitos Humanos da OAB/MG e da Câmara de Vereadores de Vespasiano

Vereadores da Câmara Municipal de Vespasiano, que compõem a Comissão de Direitos Humanos do legislativo vespasianense, reuniram-se nesta sexta-feira (17/3), na sede da CDH/OAB, com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB MG, Willian Santos, para alinharem questões e projetos pertinentes ao tema. Participaram, além de Santos, os vereadores Filipe Caldeira e Luciene Fonseca e os advogados membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG, Wagner Dias Ferreira, Cristina Paiva, Fátima Mendes e Thiago Gusmão; o assessor Ramiro Menezes e a assessora de comunicação, Adriana Santos, de quem é o crédito das fotos em que todos estão em pé.